Algemas
Me sinto feliz agora. Coisa rara de ouvir de mim...
Me sinto feliz porque HOJE irei te ver.
Tenho medo. Toda vez que te encontro temo ser a última vez. E tento te aproveitar. Te sentir ao máximo. Te sugar todinho. Tento te absorver. Te respirar...
Não me importa o que estamos fazendo. Se é chato, íntimo, engraçado, triste, excitante, não me importa se é algo importante... Eu paro tudo só para te olhar. E tenho certeza de que você já notou. Pouco me importa. Agora sim, mais do que qualquer antes, pouco me importa se você já percebeu. Queria me algemar a você. Mais do que já estou...
“Sim, estou presa em você. Muito presa a você”.
Acorrentada. Amarrada. Trancada contigo. E adoro isso. Às vezes eu odeio isso. Odeio não conseguir mais controlar a mim mesma. Odeio ser o seu cachorrinho.
Quero um encanto pra te colar em mim. Quero que você precise de mim. Quero ser sua bombinha de ar e te transformar num cara asmático. Te fazer riscar meu nome em todos os lugares. Nas portas, nas paredes, nos papéis, no seu corpo.... seu corpo. Quero fazer você me tatuar. Não meu nome, meu ser. Como eu te tatuei em minhas pernas. Não seu nome. Seu ser que entrou em mim através do corte. Como um verme que para mim é mais uma substância alucinógena de que tanto necessito. Que tanto curto.
Jogue os dados. Sei que você quer jogar. Jogar comigo, contra mim e jogar em mim. Sei do quanto adora me manipular. Me controlar. Sou sua atriz preferida, talvez.
Quem dera...
Acho que não e acabo me contradizendo. Você deve ter tantas. Deve adorar brincar de autor. Criar as histórias. Dar seu começo e seu fim, a hora que quiser. Quanto aos seus personagens, que se danem. Você é o dono da peça. Da peça nos dois sentidos. O rei do xadrez. O presidente do país. O escritor do livro. O pai da família. O leão na selva. O diabo em seu lugar. Você brinca de ser Deus. E talvez nem saiba disso. TALVEZ, que palavrinha que eu não consigo usar em frases referidas a mim. Eu nunca sou talvez. Você é sempre talvez. Caran, você é meu ponto de interrogação.
É alguém que me algemou em qualquer lugar. Qualquer pé de mesa, qualquer cabeceira de cama, qualquer braço de cadeira. E eu queria era estar algemada a você. LITERALMENTE. Te olhar vidrada. Ser sua câmera e te gravar em tudo. Seu perfume me deixa de olhos vermelhos. Sua voz é meu rock. Me liberta.
E que roupa eu vou usar hoje pra te ver? Eu sei que não vou precisar delas quando eu te encontrar. Só a da bailarina, sua fantasia não é? Fetiche...
Será que você só me quer pra isso? Estou tão idiota por você que não ligo. Se for pra isso, sou toda sua, até porque eu que procurei. Só quero, como garantia, que me algeme em você. E fique só comigo como você prometeu.
Porque você não reponde minhas mensagens?
Caran, estou tão idiota por você que nem me importo.
15/07/2008
Me sinto feliz agora. Coisa rara de ouvir de mim...
Me sinto feliz porque HOJE irei te ver.
Tenho medo. Toda vez que te encontro temo ser a última vez. E tento te aproveitar. Te sentir ao máximo. Te sugar todinho. Tento te absorver. Te respirar...
Não me importa o que estamos fazendo. Se é chato, íntimo, engraçado, triste, excitante, não me importa se é algo importante... Eu paro tudo só para te olhar. E tenho certeza de que você já notou. Pouco me importa. Agora sim, mais do que qualquer antes, pouco me importa se você já percebeu. Queria me algemar a você. Mais do que já estou...
“Sim, estou presa em você. Muito presa a você”.
Acorrentada. Amarrada. Trancada contigo. E adoro isso. Às vezes eu odeio isso. Odeio não conseguir mais controlar a mim mesma. Odeio ser o seu cachorrinho.
Quero um encanto pra te colar em mim. Quero que você precise de mim. Quero ser sua bombinha de ar e te transformar num cara asmático. Te fazer riscar meu nome em todos os lugares. Nas portas, nas paredes, nos papéis, no seu corpo.... seu corpo. Quero fazer você me tatuar. Não meu nome, meu ser. Como eu te tatuei em minhas pernas. Não seu nome. Seu ser que entrou em mim através do corte. Como um verme que para mim é mais uma substância alucinógena de que tanto necessito. Que tanto curto.
Jogue os dados. Sei que você quer jogar. Jogar comigo, contra mim e jogar em mim. Sei do quanto adora me manipular. Me controlar. Sou sua atriz preferida, talvez.
Quem dera...
Acho que não e acabo me contradizendo. Você deve ter tantas. Deve adorar brincar de autor. Criar as histórias. Dar seu começo e seu fim, a hora que quiser. Quanto aos seus personagens, que se danem. Você é o dono da peça. Da peça nos dois sentidos. O rei do xadrez. O presidente do país. O escritor do livro. O pai da família. O leão na selva. O diabo em seu lugar. Você brinca de ser Deus. E talvez nem saiba disso. TALVEZ, que palavrinha que eu não consigo usar em frases referidas a mim. Eu nunca sou talvez. Você é sempre talvez. Caran, você é meu ponto de interrogação.
É alguém que me algemou em qualquer lugar. Qualquer pé de mesa, qualquer cabeceira de cama, qualquer braço de cadeira. E eu queria era estar algemada a você. LITERALMENTE. Te olhar vidrada. Ser sua câmera e te gravar em tudo. Seu perfume me deixa de olhos vermelhos. Sua voz é meu rock. Me liberta.
E que roupa eu vou usar hoje pra te ver? Eu sei que não vou precisar delas quando eu te encontrar. Só a da bailarina, sua fantasia não é? Fetiche...
Será que você só me quer pra isso? Estou tão idiota por você que não ligo. Se for pra isso, sou toda sua, até porque eu que procurei. Só quero, como garantia, que me algeme em você. E fique só comigo como você prometeu.
Porque você não reponde minhas mensagens?
Caran, estou tão idiota por você que nem me importo.
15/07/2008


