Déborah, muito prazer...
Dia mais monótono... dia mais sem graça. Estou aqui, sentada, enrolando o cabelo com a ponta dos dedos, olhando pela varanda pro céu. Um miado desesperado vem da rua, me dá pena. E eu aqui, mordendo a ponta de um lápis, com as pernas cruzadas esticadas apoiadas na mesa, estou tão acordada que até me dá sono.
Que vontade de sentir adrenalina. De injetá-la nas veias. De tocar um pop rock com uma guitarra desafinada (♫) e pulando na cama. Mas a vida, hoje em dia, é tão chata às tardes. Tão “cada um na sua”. Tão orkut-msn-malhação. Isso é ridículo pra mim.
Queria entrar na minhas estórias. Ser a garota problemática, a criança curiosa, o último gole de vodca, a gilete manchada de sangue, a tinta de cabelo, queria ser a garota sangrando que se afunda na banheira, a baterista da banda de hardcore masculina, o diário melhor-amigo, ai, se encontram esse diário... Coisa que eu tiro da cabeça pra escrever, tiro de um pedaço da minha personalidade, e que agora quero arrancar do papel. Vou acabar fumando minhas estórias. Fumando minha história. Não sei se deu pra entender...
Costumo dizer que o melhor jeito de deixar as mentiras mais convincentes é acreditando nelas. O truque: acreditar nas próprias mentiras. Eu acredito tanto que às vezes até sofro com meus personagens.
Só que muitas vezes não é faz-de-conta, muitas vezes o que está ali é real. Mas eu vou bem me foder falando isso para todo mundo? - - ’ prefiro dizer que são estórias fictícias, do que me entregar. Admitir que eu faço tudo aquilo? Never!
Gente sóbria é tão chata. Gente sã é tão insuportável. E sou um saco quando estou bem. Preciso de alguma substância para me libertar. Preciso estar no mínimo tonta pra soltar essa “Natasha” que existe aqui dentro de mim. Pra ser quem eu sou, de verdade.
E que droga! Eu quero viver a vida que eu tenho agora. Quem quer me chamar pra sair? Quem quer me dar alguma coisa preu ficar menos chata? Quem quer me conhecer? Quem quer brincar de adedonha comigo? Quem quer mergulhar na beira-mar, lá no fim das pedras sem colete salva-vidas? Quem quer cheirar desodorante? Quem quer pintar minhas unhas de rosa shock, fazer chapinha no meu cabelo ou me ver cortar o braço? Quem quer alugar um filme de terror e trazer pra minha casa pra gente assistir? Quem quer ler meus textos, meu diário e se assustar? Quem quer brincar de verdade ou desafio? Quem quer tirar foto? Quem quer trazer um cigarro diferente? Quem quer jogar The Sims? Banco imobiliário? Quem quer ver Os Simpsons? Quem quer provar minha macarronada? Ou fazer massagem nas minhas costas? Caran, eu topo qualquer coisa hoje.
Eu acho que cada dia eu escrevo pior.
“♪ eu quero te ligar, eu quero algo pra beber, algo pra encher, algo que me faça acreditar... sempre ausente me faz sorrir ☻, sempre distante dorme aqui. Enquanto você se produz, eu vejo o que não vê, crescer para que? - - ’, ser e’squecer. Eu corro contra a luz, e eu fujo sem’tender, vencer para quem? O rock acabou, melhor ligar sua TV, nela nunca está, nela nunca vai entender. Eu gosto da sua saia assim, vem deitar perto de mim, verdade é um dom em vão, Quero o amor que não sei mais sentir! ”
Dia mais monótono... dia mais sem graça. Estou aqui, sentada, enrolando o cabelo com a ponta dos dedos, olhando pela varanda pro céu. Um miado desesperado vem da rua, me dá pena. E eu aqui, mordendo a ponta de um lápis, com as pernas cruzadas esticadas apoiadas na mesa, estou tão acordada que até me dá sono.
Que vontade de sentir adrenalina. De injetá-la nas veias. De tocar um pop rock com uma guitarra desafinada (♫) e pulando na cama. Mas a vida, hoje em dia, é tão chata às tardes. Tão “cada um na sua”. Tão orkut-msn-malhação. Isso é ridículo pra mim.
Queria entrar na minhas estórias. Ser a garota problemática, a criança curiosa, o último gole de vodca, a gilete manchada de sangue, a tinta de cabelo, queria ser a garota sangrando que se afunda na banheira, a baterista da banda de hardcore masculina, o diário melhor-amigo, ai, se encontram esse diário... Coisa que eu tiro da cabeça pra escrever, tiro de um pedaço da minha personalidade, e que agora quero arrancar do papel. Vou acabar fumando minhas estórias. Fumando minha história. Não sei se deu pra entender...
Costumo dizer que o melhor jeito de deixar as mentiras mais convincentes é acreditando nelas. O truque: acreditar nas próprias mentiras. Eu acredito tanto que às vezes até sofro com meus personagens.
Só que muitas vezes não é faz-de-conta, muitas vezes o que está ali é real. Mas eu vou bem me foder falando isso para todo mundo? - - ’ prefiro dizer que são estórias fictícias, do que me entregar. Admitir que eu faço tudo aquilo? Never!
Gente sóbria é tão chata. Gente sã é tão insuportável. E sou um saco quando estou bem. Preciso de alguma substância para me libertar. Preciso estar no mínimo tonta pra soltar essa “Natasha” que existe aqui dentro de mim. Pra ser quem eu sou, de verdade.
E que droga! Eu quero viver a vida que eu tenho agora. Quem quer me chamar pra sair? Quem quer me dar alguma coisa preu ficar menos chata? Quem quer me conhecer? Quem quer brincar de adedonha comigo? Quem quer mergulhar na beira-mar, lá no fim das pedras sem colete salva-vidas? Quem quer cheirar desodorante? Quem quer pintar minhas unhas de rosa shock, fazer chapinha no meu cabelo ou me ver cortar o braço? Quem quer alugar um filme de terror e trazer pra minha casa pra gente assistir? Quem quer ler meus textos, meu diário e se assustar? Quem quer brincar de verdade ou desafio? Quem quer tirar foto? Quem quer trazer um cigarro diferente? Quem quer jogar The Sims? Banco imobiliário? Quem quer ver Os Simpsons? Quem quer provar minha macarronada? Ou fazer massagem nas minhas costas? Caran, eu topo qualquer coisa hoje.
Eu acho que cada dia eu escrevo pior.
“♪ eu quero te ligar, eu quero algo pra beber, algo pra encher, algo que me faça acreditar... sempre ausente me faz sorrir ☻, sempre distante dorme aqui. Enquanto você se produz, eu vejo o que não vê, crescer para que? - - ’, ser e’squecer. Eu corro contra a luz, e eu fujo sem’tender, vencer para quem? O rock acabou, melhor ligar sua TV, nela nunca está, nela nunca vai entender. Eu gosto da sua saia assim, vem deitar perto de mim, verdade é um dom em vão, Quero o amor que não sei mais sentir! ”



18 de julho de 2008 às 10:35
eu não acho que você escreva mal. eu gostei da parte das mentiras convincentes. eu faço o mesmo, acredito tanto que acabo sofrendo. :x
te amo dehh. :)
não pára de escrever que eu quero continuar lendo. *-*