Fissura
O vício destrói as pessoas. Deteriora seus corpos, seus corações. Depender de algo pra viver não é nada excitante. É enlouquecedor.
Eu sou o monopólio dos meus vícios. Pertenço só a Eles.
Mas ouça, se é pra se escravizar sempre escolha algo, nunca alguém. Porque algo, apesar dos milhares efeitos colaterais, não te controla por inteiro. Algo não pensa. Algo só faz o que foi criado para fazer. Alguém não. Alguém te manipula, te controla como um ventríloquo controla seus bonecos. Alguém te tem nas mãos. Alguém me tem nas mãos...
Se não acredita no que digo, se não quer levar a sério meu conselho, ouça minha história, e reflita como quiser.
Me viciei em alguém em um dia.
É. Um dia. Um dia foi o suficiente. Em uma semana então... já não era mais eu mesma. Passo horas e horas andando sem parar nos mais ou menos 12m² do meu quarto. Vou para lá e para cá falando sozinha. Que assunto? Adivinhem... Só penso nEle. Só falo sobre Ele. Cortei seu nome em minhas duas pernas. Se pego meu celular é para ler SUAS poucas mensagens, ou para mandar alguma para Ele. Se pego papel e caneta ou se sento em frente a um computador é para escrever sobre ou para ELE. Se vejo uma gilete já penso em cortar SEU nome na minha pele. Rasgar minha pele com SEU nome. Fumo para lembrar dEle, já que foi Ele quem me ensinou a fumar. Acho tão sexy aquela fumaça com cheiro de menta saindo da minha boca. Imagino se Ele acharia também. Perco o controle quando Ele passa algum tempo sem enviar alguma mensagem para mim, sem me ligar, sem dizer que está vivo e que está bem.
Seu nome ardendo em minha pele arde tão gostoso. Preciso desse sabor para me manter de pé, (quando consigo me manter de pé com a perna machucada). Não como. Não tomo banho. Não escovo os dentes. Não bebo água. Não leio mais livros. Não ouço mais músicas. Não arrumo mais o quarto. Não penteio os cabelos. Não troco de roupa. Não faço NADA porque estou pensando nEle. Agora vivo em meio ao lixo, à bagunça, à comida estragada, ao cheiro insistente do cigarro. Parasito pensando nesse cara. Rôo as unhas, puxo os cabelos. Me bato, me mordo. Eu PRECIIIIIISO dEle. E quando estou com Ele tento decorá-lo. Tento absorver seus traços. Mantê-lo como fundo de tela da minha mente. Se me arrumo é para tirar fotos e enviá-las para esse garoto. Estou perplexa com tudo isso e estou sem reflexo por só sê-lo, agora. Só imitar as coisas que Ele fala. Fazer o que Ele faz. Brincar de ser Ele o dia todo. O gosto de sangue, mel com ferro, que eu chupo dos meus cortes me lembram Ele. Afinal, O QUE não me lembra Ele?
“ - Caaaran, eu preciso te cheirar. Você é minha cocaína”.
Mas eu tenho sorte.
Ele ainda não descobriu o domínio que tem sobre mim. Deve ter descoberto que tem certo poder e certa influência, mas domínio, 100% de controle, ainda não percebeu, AINDA não.
E nos meus sonhos eu o vejo. E nas minhas alucinações eu o encontro. Na minha carne eu o sinto.
Estou viciada no seu gosto.
Cuidado! Vicie-se em cigarro, vicie-se em pó, vicie-se em desodorante, vicie-se em álcool, vicie-se em qualquer substância. Qualquer coisa.
O vício destrói as pessoas. Deteriora seus corpos, seus corações. Depender de algo pra viver não é nada excitante. É enlouquecedor.
Eu sou o monopólio dos meus vícios. Pertenço só a Eles.
Mas ouça, se é pra se escravizar sempre escolha algo, nunca alguém. Porque algo, apesar dos milhares efeitos colaterais, não te controla por inteiro. Algo não pensa. Algo só faz o que foi criado para fazer. Alguém não. Alguém te manipula, te controla como um ventríloquo controla seus bonecos. Alguém te tem nas mãos. Alguém me tem nas mãos...
Se não acredita no que digo, se não quer levar a sério meu conselho, ouça minha história, e reflita como quiser.
Me viciei em alguém em um dia.
É. Um dia. Um dia foi o suficiente. Em uma semana então... já não era mais eu mesma. Passo horas e horas andando sem parar nos mais ou menos 12m² do meu quarto. Vou para lá e para cá falando sozinha. Que assunto? Adivinhem... Só penso nEle. Só falo sobre Ele. Cortei seu nome em minhas duas pernas. Se pego meu celular é para ler SUAS poucas mensagens, ou para mandar alguma para Ele. Se pego papel e caneta ou se sento em frente a um computador é para escrever sobre ou para ELE. Se vejo uma gilete já penso em cortar SEU nome na minha pele. Rasgar minha pele com SEU nome. Fumo para lembrar dEle, já que foi Ele quem me ensinou a fumar. Acho tão sexy aquela fumaça com cheiro de menta saindo da minha boca. Imagino se Ele acharia também. Perco o controle quando Ele passa algum tempo sem enviar alguma mensagem para mim, sem me ligar, sem dizer que está vivo e que está bem.
Seu nome ardendo em minha pele arde tão gostoso. Preciso desse sabor para me manter de pé, (quando consigo me manter de pé com a perna machucada). Não como. Não tomo banho. Não escovo os dentes. Não bebo água. Não leio mais livros. Não ouço mais músicas. Não arrumo mais o quarto. Não penteio os cabelos. Não troco de roupa. Não faço NADA porque estou pensando nEle. Agora vivo em meio ao lixo, à bagunça, à comida estragada, ao cheiro insistente do cigarro. Parasito pensando nesse cara. Rôo as unhas, puxo os cabelos. Me bato, me mordo. Eu PRECIIIIIISO dEle. E quando estou com Ele tento decorá-lo. Tento absorver seus traços. Mantê-lo como fundo de tela da minha mente. Se me arrumo é para tirar fotos e enviá-las para esse garoto. Estou perplexa com tudo isso e estou sem reflexo por só sê-lo, agora. Só imitar as coisas que Ele fala. Fazer o que Ele faz. Brincar de ser Ele o dia todo. O gosto de sangue, mel com ferro, que eu chupo dos meus cortes me lembram Ele. Afinal, O QUE não me lembra Ele?
“ - Caaaran, eu preciso te cheirar. Você é minha cocaína”.
Mas eu tenho sorte.
Ele ainda não descobriu o domínio que tem sobre mim. Deve ter descoberto que tem certo poder e certa influência, mas domínio, 100% de controle, ainda não percebeu, AINDA não.
E nos meus sonhos eu o vejo. E nas minhas alucinações eu o encontro. Na minha carne eu o sinto.
Estou viciada no seu gosto.
Cuidado! Vicie-se em cigarro, vicie-se em pó, vicie-se em desodorante, vicie-se em álcool, vicie-se em qualquer substância. Qualquer coisa.
Vicie-se em algo.
Nunca em alguém.


